“Logo nas primeiras páginas de ‘Muito Mais Que um Crime’, Philippe Besson entrega o impacto que muitos autores levariam capítulos para construir: ‘Papai acabou de matar mamãe’. Mas esta não é uma história sobre o crime em si — é sobre tudo o que vem depois dele.”
Começa a história e a gente já sabe o que aconteceu. Não tem mistério, não tem investigação, não tem aquele suspense.
Durante a leitura, eu senti que o autor não estava tentando explicar o que aconteceu, nem justificar nada. Ele só mostra. Mostra o impacto, a dor, a confusão, o vazio.
E sim é até suficiente apenas isso, mas não para mim. Eu não gosto de acompanhar esse sofrimento meio que a troco de nada. Histórias sem algum tipo de respiro ou contraste, acabam me cansando mais do que me envolvem.
E me remoendo de certa forma, pensando que talvez pudesse ficar ainda pior do que já estava. A situação dos irmãos e tudo que precisavam resolver era muito triste. Porém, eu não chorei. É estranho até, pois eu choro muito fácil, nem precisa de tanto esforço na história.
No fim, Muito Mais Que um Crime não fala só sobre violência. Fala sobre perda, sobre família, e sobre como a vida, mesmo quebrada, continua de algum jeito.
Agradeço aos vips do meu canal 100 focus que indicaram essa leitura para mim.
